"O Hormônios Femininos nasceu durante as várias conversas via msn entre as amigas Penélope e Charmosa."

Penélope: 33 anos, carioca, leonina, nascida em 20/08
 
Adora: amigos, champagne, rosas vermelhas, se divertir, beijar, abraçar... , tomar sol, mar, viajar, sonhar e realizar !!! Enfim Viver intensamente !
 
Detesta: Ficar esperando, falsidade, inveja, licor, gente grude, mal hálito, acordar cedo.

Charmosa: 34 anos, paulistana, taurina, nascida em 18/05

Adora: Escrever, ler, rosas vermelhas, a Lua, tomar chuva, beijo na boca, abraço de "urso", dormir, banho de mar, borboletas, morango com chantilly, fazer amigos...
Detesta: Lugares lotados, fila de banco, comida fria, a cor verde, mentira, falsidade, inveja...

 
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Finalmente um HOMEM coloca cara a tapa aqui (no bom sentindo)... e só poderia ser ele, é um GAÚCHO tri-legal...que nós adoramos... Um Homem nota 10. Raul é quem vai inaugurar o espaço, 1. Leitor Homem a postar no Hormônios Femininos. Vamos a leitura e divirtam-se...Pq é demais!!!!

Barão Vermelho era um cara que gostava de apreciar os eventos que contemplavam a Capital. Dessa vez era o Fórum Social Mundial que ancorava por ali. Barão Vermelho e Leão da Montanha circulavam pelo Parque que abrigava o Acampamento da Juventude em busca de aventuras. E era aventura o que os esperava.

Afora a boa vontade eles não tinham muito a oferecer. Dez reais em dinheiro e um talão de cheques. Cheques nunca são bem vindos em tendas de acampamentos.

Mas esperançosos bateram, de banca em banca, até que alguém viesse a aceitar pagamento de cerveja com cheque. Um tio, por fim aceitou. Depois de muitos "não", aquele homem aceitou. Decerto viu confiança no semblante dos rapazes. Fizeram o cheque e saíram com as seis latas de cerveja numa sacola de supermercado e mais uma na mão.

Voltaram a circular pelo Acampamento, agora mais seguros de si. O Barão defendia uma teoria de que um homem fica mais seguro de si quando segura uma cerveja.

Depois de falar com os tipos mais estranhos, muitos deles de outros países, encontraram um grupo cantando e tocando violão. Pareciam gente boa. Aceitaram os convites de boas vindas do grupo e sentaram-se ali. Bebiam suas cervejas e cantavam enquanto o grupo, aos poucos, se apresentava.

Eram de Uberlândia, Minas Gerais. Estrategicamente sentaram-se ao lado de duas meninas. E elas eram só atenção aos moços da Capital. Ao ritmo das músicas os papos foram fluindo. As gargantas secavam e não mais queriam ser saciadas por cerveja. Elas tinham sede de outras bocas.

Cabe aqui ressaltar que as moças de Uberlândia não tinham sido providas de beleza quando nasceram, e desenvolveram como ninguém, essa ausência de belas formas ao longo dos anos.

Talvez fosse isso que o Barão Vermelho e o Leão da Montanha estavam tentando burlar com voluptuosos goles de cerveja – já quente, a essa altura – sem que fossem punidos pela consciência.

Traídos pelo terrível efeito da cerveja quente em alta taxa de consumo, se viram aos beijos com a Cuca e a Feiticeira (no pior sentido que possa ter). Elas eram carentes de beijos assim como as suas gargantas sedentas que não queriam mais cerveja. Os olhares maliciosos insinuavam para o objetivo que tinham em comum: o sexo.

Eram quatro corpos ardentes prestes a se tocar. A Cuca quase engolia a cabeça do Barão quando ele resolveu ver o que se passava com o comparsa. Já não estava mais ali. A Feiticeira o convidara a conhecer as dependências de sua singela barraca. E ele foi.

  • Precisamos de uma barraca! – disse a Cuca
  • Mas e a tua? – indagou Barão.
  • Na minha tem gente.
  • Pois eu tenho uma no carro. – resolveu ele.

Foram ao carro, buscaram a barraca e a montaram. E ali adentraram. Barão sentia que não podia mais voltar. Mesmo que tivesse visto a Cuca na luz e confirmado que era, realmente, assustadora. Os dois despiram-se. Barão tentava não olhar, mas era como se forças malígnas atraíssem sua visão. A situação era desesperadora para ele. Seu corpo chegava a ser franzino perto do dela, e isso que ele não era magrinho não.

O telefone dele tocou. Foi como uma sirene, um toque de recolher, um acordar repentino em meio a um pesadelo. Aquela era a noite do seu pesadelo!

Ele afastou-se, arrependido. Não era mais hora de se arrepender. Ela olhava dentro dos olhos. Queria ser saciada a todo custo. Ergueu-se e o puxou de volta. Ele tentava resistir. Ele só queria atender ao telefone e sair dali.

  • É a tua namorada! – gritou ela.
  • Não. É o meu amigo.
  • É a tua namoraaaaaaada! – insistiu.
  • É o meu amigo, já disse!
  • Você não vai sair daqui sem terminar o que você começou.
  • Sem chance!
  • O quê?
  • Vou embora.
  • Ah não vai mesmo! – e voou sobre ele.
  • Deixa eu sair.
  • Você não vai sair!

Ela era bem mais forte que ele, mas num movimento repentino conseguiu se livrar das garras da bruxa assustadora e saiu da barraca. De cueca. Ela nua, de dentro da barraca, o prometia:

  • Eu vou te matar!
  • Louca!
  • Vem cá que eu vou te matar!
  • Logo apareceram o Leão da Montanha e a outra bruxa, porém mansa.
  • Por que tu tá de cueca aqui fora?

Ela é louca!E assim seguiram discutindo. E o Barão ali, de cueca. Só pensava, agora, em recuperar suas calças, a carteira e o telefone que tinham ficado dentro da barraca. A Bruxa Feiticeira tentou acalmar a Cuca louca da vida, que não acreditava na frustração que passara. Noutro movimento repentino, Barão lançou o braço pra dentro da então caverna da Cuca e agarrou seus pertences, entre eles a calça que lhe daria um pouco mais de respeito. Leão da Montanha e Barão Vermelho foram, enfim, embora. Deixaram pra trás uma barraca e uma Cuca frustrada. A partir de então, Barão pensou muito antes de levar uma mulher para as dependências de sua nova barraca.



Escrito por By Penelope e Charmosa às 13h27
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